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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Gripe A.




Por causa de problemas com a comercialização de carne suína, a Organização Mundial de Saúde passou a chamar a doença de Gripe A. Nesta sexta feira o Ministério da Saúde informa a existência de 42 casos monitorados, mas ainda não “suspeitos” (só o Brasil inventou essa história), da gripe Influenza A-H1N1 e 4 casos efetivamente suspeitos. (devem ser mesmo). O site não assume nenhuma responsabilidade em como as matérias são utilizadas pelos internautas. Essas apresentam o ponto de vista do autor sobre o tema e não devem em nenhuma circunstância serem usadas para indicar ou sugerir qualquer tratamento. Não devem também substituir o diagnóstico médico ou tratamento da doença ou condição clínica. Se você sente algum sintoma procure imediatamente seu médico ou posto de saúde de sua região. Nossa preocupação no momento e uma pandemia mundial.  Que é o nome que damos para uma epidemia generalizada, que atinge muitas pessoas. É difícil de avaliar os riscos atualmente, não sabemos o número real de infectados. Por isso, a OMS classifica o risco de uma pandemia em estágios de alerta. Independente de este vírus causar uma pandemia, outro fator importante é a letalidade que ele pode atingir que, como disse, ainda não sabemos. Os cientistas ainda não descobriram a razão porque esta estirpe de gripe é letal no México, mas provoca sintomas ligeiros nos outros países onde se tem manifestado. A OMS aumentou a classificação do surto de Fase 3 (contágio entre animais e raro entre humanos) para fase 4 (transmissão entre humanos que pode causar surtos comunitários, aumentando o risco de uma pandemia). Fase 5 envolve transmissão entre humanos em pelo menos dois países na mesma região, um sinal de pandemia iminente. Fase seis, o máximo, é a fase de pandemia confirmada, com surtos comunitários em pelo menos um outro país fora da região citada em fase 5.

Gripe Suína ou Influenza.



A influenza e suas complicações (principalmente as pneumonias) são responsáveis por um volume significativo de internações hospitalares no país. Clinicamente, a doença inicia-se com a instalação abrupta de febre alta, em geral acima de 38oC, seguida de mialgia, dor de garganta, prostração, dor de cabeça e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Com a sua progressão, os sintomas respiratórios tornam-se mais evidentes e mantém-se em geral por três a quatro dias após o desaparecimento da febre. Os vírus influenza são compostos de RNA de hélice única, da família dos Ortomixovírus e subdividem-se em três tipos: A, B e C, de acordo com sua diversidade antigênica. Os vírus podem sofrer mutações (transformações em sua estrutura). Os tipos A e B causam maior morbidade (doença) e mortalidade (mortes) que o tipo C. Geralmente as epidemias e pandemias (epidemia em vários países) estão associadas ao vírus influenza A. As principais características do processo de transmissão da influenza são: alta transmissibilidade, principalmente em relação à influenza A; maior gravidade entre os idosos, as crianças, os imunodeprimidos, os cardiopatas e os pneumopatas;  rápida variação antigênica do vírus influenza A, o que favorece a rápida reposição do estoque de susceptíveis na população; apresenta-se como zoonose entre aves selvagens e domésticas, suínos, focas e eqüinos que, desse modo, também constituem-se em reservatórios dos vírus. Outras informações podem ser encontradas no Guia de Vigilância Epidemiológica da Influenza/Ministério da Saúde. Os sintomas da Gripe, muitas vezes, se assemelham aos do resfriado.

Resfriado: que se caracteriza pela presença de sintomas relacionados ao comprometimento das vias aéreos superiores, como congestão nasal, rinorréia, tosse, rouquidão, febre variável, mialgia, cefaléia. O quadro geralmente é brando, de evolução benigna (2 a 4 dias), mas podem ocorrer complicações como otites, sinusites e bronquites, e quadros graves , de acordo com o agente etiológico em questão. Tem como principal agente causal os Rhinovírus (mais de 100 sorotipos), embora também seja comumente causado pelo vírus Parainfluenza, Coronavírus, Vírus Sincicial Respiratório, Adenovírus, Enterovírus. Há ainda outros agentes infecciosos, que podem causas sintomas respiratórios que simulam o quadro de resfriado, como Clamydia pneumoniae e Mycoplasma pneumoniae, Streptococcus sp. E agravos não infecciosos: umas séries de condições apresentam os principais sintomas de resfriado (tosse, congestão nasal, rinorréia, rouquidão e dor de garganta), a saber: a rinite alérgica (mais comum); a polipose nasal, a rinite atrófica, as alterações do septo nasal e a presença de corpo estranho em cavidade nasal.

Gripe Suína ou Influenza.

Influenza: O vírus da Influenza é da família dos Ortomixovírus e é composto de uma estrutura de RNA de hélice única. Subdivide-se em três tipos: " A" , "B"  e "C", segundo sua diversidade antigênica. São altamente contagiosos e mutáveis, sendo o do tipo "A", o mais suscetível à mutabilidade. Os vírus do tipo A e B causam maior morbidade e mortalidade que o tipo "C", e são os de maior destaque para a saúde pública.

Reservatório: Os três tipos de vírus acometem humanos. O tipo "C" também infecta suínos e o do tipo "A", além de humanos e suínos, aparecem em cavalos, mamíferos marinhos e em aves.

Modo de Transmissão: A transmissão ocorre pelas vias respiratórias, quando indivíduos infectados emitem pequenas gotas de aerossol ao espirrar, falar ou tossir. Pode também ocorrer transmissão direta a partir de aves e suínos.

Período de Incubação: 1 a 4 dias.

Período de Transmissibilidade: Até dois dias antes e até cinco dias após o aparecimento dos sintomas.

Diagnóstico Diferencial: O diagnóstico diferencial da influenza inclui uma grande variedade de infecções respiratórias agudas de causas virais. Algumas se destacam como a provocada pelo Vírus Sincicial Respiratório e pelo Adenovírus. O quadro sintomático na influenza é mais intenso que em outras infecções, porém, em muitos casos, o diagnóstico diferencial apenas clínico torna-se difícil.

Diagnóstico Laboratorial: A coleta, transporte, processamento e armazenamento são fundamentais no diagnóstico da infecção viral. Duas técnicas são utilizadas para o diagnóstico da influenza: a reação de imunofluorescência indireta e cultura para isolamento viral. No caso do vírus do tipo "A", é essencial que seja feito uma tipagem completa para que ele seja introduzido na composição anual da vacina do hemisfério sul. A imunofluorescência indireta é realizada em laboratórios estaduais que utilizam um painel que indica a presença da influenza e de outros dois vírus respiratórios (vírus sincicial respiratório e adenovírus). A cultura é realizada somente para os casos de infecção do vírus Influenza, em um dos três laboratórios de referência nacional (Instituto Evandro Chagas/MS, Fiocruz/MS e Instituto Adolfo Lutz/SP), que também fazem a caracterização antigênica inicial, completada nos laboratórios de referência internacional da Organização Mundial de Saúde. As amostras clínicas devem ser coletadas até três dias do início dos sintomas para um melhor êxito no diagnóstico.

Tratamento: No estágio agudo da doença, repouso e uma boa hidratação são as principais recomendações. Os medicamentos antitérmicos podem ser utilizados, com especial atenção ao Ácido Acetil Salicílico, que não é aconselhável para crianças. Medidas de suporte intensivo serão necessárias em caso de complicações severas nos pulmões, a fim de evitar possíveis casos de pneumonia.

Vigilância Epidemiológica: Uma rede de unidades sentinelas, localizadas nas cinco macro-regiões brasileiras, é responsável pela vigilância de casos de infecção pelo vírus Influenza. Semanalmente, são coletadas amostras clínicas para efetuar exames laboratoriais e informados os atendimentos de Síndrome Gripal. Os casos são separados em três categorias. Casos suspeitos são de pessoas em estágio agudo da doença, com duração máxima de cinco dias com febre e pelo menos um sintoma respiratório, com ou sem outros sintomas. Confirmados são os identificados por exames laboratoriais. E descartados são os que têm resultado de exame negativo, em amostra colhida e transportada de forma correta ou se identificado laboratorialmente outro agente causador.

Notificação: A notificação da doença não é compulsória. Os dados das unidades sentinelas são informados por meio do Sistema de Informação da Vigilância da Influenza (SIVEP - Gripe) pela web. No entanto, as suspeitas de surtos deverão ser informadas à Secretaria Estadual de Saúde e à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Gripe Suína.




Durante entrevista coletiva, o ministro da Saúde garantiu que o Brasil está preparado para enfrentar a gripe suína. Mas José Gomes Temporão reconheceu que o aumento do nível de alerta, pela OMS, é preocupante; visite o UOL Notícias: http://noticias.uol.com.br. No Brasil, de acordo com o ministro José Gomes Temporão (Saúde), os dois casos suspeitos de gripe suína são de um morador de São Paulo e o outro de Minas. Outras 36 pessoas que tiveram sintomas da doença estão sendo monitoradas. São pessoas que chegaram de países onde a doença foi registrada e apresentaram algum dos sintomas da doença. Há pacientes sendo monitorados no Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. Segundo o ministro, o Brasil tem matéria-prima para produzir medicamentos para o tratamento de até 9 milhões de pacientes contaminados com o vírus da gripe suína.

Sintomas: A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal. Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinada em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos). O principal sintoma que caracteriza um possível caso de gripe suína é a febre superior a 38ºC. De acordo com o infectologista David Uip, 56, ex-diretor do InCor (Instituto do Coração) e atual diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, se não houver febre, a suspeita de infecção pela gripe suína está descartada.

"A pessoa que tem febre, 38ºC ou mais, e mais um ou mais sintomas como tosse, mal estar geral, dor no corpo, dor articular, coriza e olhos avermelhados. Se não houver febre, descaracteriza. Tudo nesse primeiro momento.”

 

 

Hospitais de referência para a gripe suína:

AC
Hospital Geral das Clínicas de Rio Branco (Rio Branco)

AL
Hospital Escola Doutor Hélvio Auto (Maceió)

AM
Fundação de Medicina Tropical (Manaus)

AP
Hospital de Clínicas Doutor Alberto Lima (Macapá)

BA
Hospital Otávio Mangabeira (Salvador)

CE
Hospital Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará (Fortaleza)
Hospital São José de Doenças Infecciosas (Fortaleza)

DF
Hospital Regional da Asa Norte (Brasília)

ES
Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Vitória)

GO
Hospital de Doenças Tropicais (Goiânia)
Hospital Materno Infantil (Goiânia)

MA
Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (São Luiz)

MG
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (Belo Horizonte)

MS
Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande (Campo Grande)
Pronto Socorro da Criança (Campo Grande)

MT
Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (Cuiabá)

PA
Hospital Universitário João de Barros Barreto da Universidade Federal do Pará (Belém)

PB
Hospital Universitário Lauro Wanderley (João Pessoa)
Hospital Alcides Carneiro (Campina Grande)

PE
Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (Recife)
Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Recife)

PI
Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela (Teresina)

PR
Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (Curitiba)
Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná da Universidade Estadual de Londrina (Londrina)
Hospital Ministro Costa Cavalcanti (Foz do Iguaçu)
Hospital de Trabalhador da Secretaria Estadual de Saúde (Curitiba)

RJ
Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Rio de Janeiro)
Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Rio de Janeiro)

RN
Hospital Gizelda Trigueiro (Natal)

RO
Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Porto Velho)

RR
Hospital Geral de Roraima (Boa Vista)

RS
Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (Pelotas)
Hospital Nossa Senhora da Conceição (Porto Alegre)
Hospital de Clínicas de Porto Alegre, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre)
Hospital Universitário de Santa Maria (Santa Maria)
Hospital Geral de Caxias do Sul (Caxias do Sul)
Associação Hospitalar Beneficente São Vicente de Paulo (Passo Fundo)
Hospital Santa Casa de Uruguaiana (Uruguaiana)
Associação de Caridade Santa Casa do Rio Grande (Rio Grande)

SC
Hospital Nereu Ramos (Florianópolis)
Hospital Infantil Joana de Gusmão (Florianópolis)
Hospital Regional Lenoir Vargas Ferreira (Chapecó)

SE
Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (Aracaju)

SP
Hospital das Clínicas da Unicamp (Campinas)
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP (Ribeirão Preto)
Hospital de Base da Fundação Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (São José do Rio Preto)
Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (São Paulo)
Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo (São Paulo)
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo (São Paulo)
Hospital de Infectologia Emilio Ribas (São Paulo)
Hospital Estadual de Bauru (Bauru)
Hospital Guilherme Álvaro (Santos)

TO
Hospital Geral de Palmas Doutor Francisco Aires (Palmas)

 http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/assistir.jhtm?media=temporao-brasil-esta-preparado-para-enfrentar-gripe-suina-\\0402356ED4811346

 

http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/04023162CC811346.jhtm