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domingo, 8 de novembro de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

Alerta: Gripe suína.

CAMPINAS - O Hospital das Clinicas da Universidade de Campinas (Unicamp) internou duas pessoas em observação como prováveis suspeitos da gripe suína nesta noite. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, eles não se encaixam nos casos suspeitos, mas apresentam febre e dores musculares e devem permanecer em observação para uma avaliação sobre evolução do quadro clínico. A notificação foi feita esta noite para a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa). Um dos casos é de um paciente que viajou para Orlando, nos Estados Unidos, e que manteve contato com pessoas moradoras de regiões atingidas pela gripe suína no México. Outro caso é de um homem que esteve em Cancun, no México, entre os dias 21 e 25 de abril. Os pacientes passam bem, mas, por precaução, estão isolados. O HC da Unicamp dispõe de 10 leitos preparados para dar assistência a doenças contagiosas. No Estado de São Paulo são nove unidades hospitalares com deste porte com um total de 150 leitos. Os quartos para receber os pacientes têm um sistema de descompressão de ar e impedem contato com a área exterior. Já temos um esquema montado e estamos preparados. Não é um momento de pânico - afirmou, o secretario de saúde de Campinas (SP) acrescentando que este momento do ano, com a troca de estação, é comum a ocorrência de resfriado e gripe. Viracopos: A enfermeira sanitarista Brigina Kemp, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Campinas, acrescentou que os funcionários do Aeroporto Internacional de Viracopos receberam orientações atualizadas sobre a gripe suína e quais procedimentos adotar se houver alguma ocorrência. Há um plano de contingência para isolar um suspeito da doença - disse. De acordo com ela, o risco em Viracopos está nos vôos oriundos de países com casos confirmados de gripe suína. Viracopos, apesar de não costumar receber vôos internacionais, é utilizado como pista de pouso para aeronaves desviadas do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Outro ponto preocupante é o fato de Viracopos ser um terminal com grande movimentação de mercadoria importada.

RIO - Numa força-tarefa semelhante às épocas de epidemia de dengue, os governos municipal, estadual e federal criaram terça-feira o Gabinete Integrado de Emergência para a Influenza Suína, mas apenas 10 leitos puderam ser disponibilizados de imediato num dos três hospitais sentinelas selecionados para isolar pacientes suspeitos de terem sido contaminados pela gripe suína. Para que o governo consiga aumentar o número de vagas, as cirurgias eletivas (que não têm urgência) já estão sendo adiadas. O governador Sérgio Cabral disse que o Rio – maior porta de entrada do país no exterior – terá como principal problema montar uma ampla rede de proteção, uma vez que não há conexões aéreas diretas entre Rio e México. Dez leitos com isolamento respiratório já foram disponibilizados no Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (Ipec/Fiocruz) para receber pacientes com suspeita da doença. Doentes que atualmente ocupam outros 20 leitos do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastiäo (IEISS) começam a ser gradativamente transferidos para hospitais das redes municipal, estadual e federal. As três esferas de poder se comprometeram a liberar duas vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) dos hospitais das redes para que os pacientes do IEISS sejam transferidos e o instituto transforme-se em hospital sentinela. O mesmo deverá acontecer com outras 40 vagas do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Neste momento, as UTIs estão ocupadas com traumas ou pós-operatórios. Vamos ter de retardar cirurgias eletivas – explicou o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes. – Se houver necessidade, mais leitos já estão sendo preparados. Ninguém precisa ir a busca de medicamos ou usar máscaras, pois ainda não temos nenhum caso confirmado. Entre as medidas adotadas pelo Gabinete está ainda a disponibilização de duas ambulâncias exclusivas para transferência de possíveis pacientes do Aeroporto do Galeão para um dos três hospitais sentinelas. As equipes terão de usar máscaras com filtros para tratar os pacientes. Além disso, equipes das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde foram enviadas aos portos e aeroportos para reforçar a fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os profissionais de saúde também estão sendo capacitados para melhor diagnosticarem a doença por meio da realização de teleconferências com agentes de todo o estado. Os centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) do estado e do município atuarão em regime integrado de 24 horas recebendo informações dos hospitais da rede municipal, estadual, federal e particular. Diagnóstico difícil: O superintendente estadual de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, Victor Berbara, destacou a dificuldade em se diferenciar a nova doença de uma gripe comum. É um trabalho de sensibilidade acurado, por isso estamos enviando técnicos aos portos e aeroportos – comentou. – Estamos seguindo à risca as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde. O governador Sérgio Cabral mostrou-se preocupado com a fiscalização. O problema maior do Rio é de controle, pois não temos conexões diretas com México, o que nos obriga a ter uma ampla rede de proteção – comentou. – O mundo inteiro está preocupado. Nós também já estamos tomando iniciativa, que deve ser integrada aos municípios e ao governo federal.

 

 

alerta: gripe suína

Felizmente o Dr. JOSÉ GOMES TEMPORÃO, 57, é o ministro da Saúde. Médico é mestre em saúde pública pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz e doutor em medicina social pelo Instituto de Medicina Social da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). O Ministério da Saúde informa que, até as 19h30 desta terça-feira, acompanhava o estado de saúde de 20 pessoas que estiveram em países afetados pela gripe suína e já apresentaram algum sintoma da doença. Três delas estão no Hospital das Clínicas, em Minas Gerais. Outras quatro estão no Paraná. Há três pessoas monitoradas no Amazonas e outras três em Santa Catarina. Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Norte apresentam dois possíveis casos cada um. O Pará possui também um caso suspeito. A pasta ressaltou que, até o momento, não há evidências da circulação do vírus no Brasil. De acordo com o Ministério, todas as pessoas em observação estiveram em locais onde houve confirmação da doença. Nenhum paciente, segundo a pasta, preenche a definição de caso suspeito conforme os critérios estabelecidos pela OMS. Orientação – Em comunicado, o Ministério da Saúde afirmou que todas as recomendações da OMS estão de acordo com medidas já adotadas no país, "em especial aquelas referentes à não restrição às viagens internacionais e à orientação para procura de atendimento médico, no caso dos viajantes procedentes das áreas afetadas que apresentem sintomas compatíveis com a doença. Ainda não há casos confirmados no Brasil. Dr. Carlos Henrique Castro (CREMEB 7301).

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Gripe Suína:

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aumentou nesta segunda-feira o nível de alerta para a gripe suína de grau 3 para 4 ( em uma escala que vai até 6 ) o que significa que o órgão considera que o risco de uma pandemia é ainda maior agora. O diretor-geral-assistente da OMS, Keiji Fukuda, afirmou que o aumento no nível de alerta sinaliza "um passo significativo em direção de uma pandemia de gripe", mas ressaltou "que ainda não atingimos este ponto". "Em outras palavras, neste momento achamos que demos um passo nesta direção (de uma pandemia), mas uma pandemia não é considerada inevitável", afirmou Fukuda. A decisão da OMS de aumentar o nível de alerta para 4 foi tomada após uma reunião de emergência de especialistas, que foi antecipada em um dia por causa de preocupações com o aumento do surto. O nível de alerta grau 4 sinaliza que o vírus está mostrando a capacidade de ser transmitido entre humanos, com a possibilidade de causar surtos em níveis comunitários. Segundo Fukuda, o vírus se alastrou muito, o que tornou a contenção do surto uma opção inviável. De acordo com ele, os países devem se concentrar em medidas para proteger suas populações. A Dra. Priscila Gomes autora de vários textos sobre esta virose, escrevera vários textos nestes sites sobre o assunto. Ela também é membro da Sociedade Brasileira de Infectologia. Dr. Carlos Henrique Castro (CREMEB7301).

 

sábado, 18 de abril de 2009

Dengue.







Na maioria das vezes, as pessoas infectadas pelos vírus não apresentam quaisquer manifestações clínicas. O percentual de infecções assintomáticas (oligossintomáticas) está relacionado a fatores ambientais, individuais, do vetor e do próprio vírus. Quando sintomática, a infecção pode provocar um amplo espectro de manifestações, desde uma enfermidade febril indiferenciada até a síndrome de choque do dengue. Diferentemente do que ocorre em outras doenças que levam ao choque, na dengue, antes de haver uma queda substancial na pressão arterial sistólica (menor que 90mmhg, em adultos), poderá haver um fenômeno de pinçamento da pressão arterial, ou seja, a diferença entre a pressão arterial sistólica e a diastólica será menor ou igual a 20mmhg, caracterizando a pressão arterial convergente. É a passagem de fluído, transudato ou exudato para a cavidade abdominal entre o peritônio parietal e visceral. A ascite pode estar associada ao derrame pleural por causa do movimento do líquido do espaço peritoneal para o espaço pleural, através de defeitos diafragmáticos ou canais linfáticos.Um importante aumento da permeabilidade vascular, levando a uma perda de plasma e albumina a partir do espaço intravascular, determinando um quadro descrito como polisserosite, ou seja, uma hemoconcentração e ao acúmulo de líquido no terceiro espaço. Efusão serosa em cavidades pleural, peritoneal e pericárdica e edema das membranas serosas da parede da vesícula biliar na maioria dos pacientes. Com a resolução do choque, há reabsorção do plasma extravasado que se manifesta por queda adicional do hematócrito após a suspensão da hidratação parenteral. Essa reabsorção poderá causar hipervolemia, edema pulmonar ou insuficiência cardíaca, caso sejam administrados mais líquidos, requerendo vigilância clínica redobrada. A lise febril pode ser acompanhada de suores profusos e mudanças na pulsação e na pressão sangüínea, além de extremidades frias e pele congestionada. Estas alterações são reflexos da fuga de plasma para o espaço extravascular. As dores abdominais são freqüentemente referidas antes do início do choque que, se profundo, torna a pressão sangüínea e o pulso imperceptível. O paciente pode recuperar-se rapidamente após terapia antichoque apropriada. No entanto, o choque não-tratado adequadamente pode evoluir com acidose metabólica e graves sangramentos gastrintestinais e em outros órgãos, podendo o paciente evoluir para o óbito em 12 a 24 horas. A FHD/SCD é caracterizada pela saída de fluidos e proteínas, predominantemente albumina, do leito vascular para espaços intersticiais e cavidades serosas. Esse fenômeno resulta na diminuição do volume plasmático, gerando hipovolemia, hipotensão arterial e choque, o qual, se não tratado adequadamente, poderá levar o paciente ao óbito. Esse evento costuma ser rápido e parece ser mediado por alterações na permeabilidade do endotélio, resultante da perda das junções celulares. A ativação do complemento, a ação do próprio vírus, as alterações nas células endoteliais, a ativação do sistema de coagulação sangüínea e a produção de anticorpos antiplaquetários são mecanismos indutores da trombocitopenia, separadamente ou em combinação. Com o fim do estímulo imunológico que provocou o aumento da permeabilidade vascular e o conseqüente extravasamento plasmático, observa-se elevação da pressão venosa central, que pode provocar hipervolemia e insuficiência cardíaca congestiva. Durante esse período deve-se ter cautela quanto à administração de fluidos parenterais, evitando-se dessa forma uma conduta iatrogênica. Para explicar a origem das alterações que levam ao surgimento da FHD/SCD, foram elaboradas diversas hipóteses, a mais conhecida delas é a chamada "teoria da infecção seqüencial". A infecção por dengue provoca imunidade permanente contra o sorotipo infectante e imunidade transitória contra os demais tipos do vírus, que dura de dois a três meses. Segundo a teoria da infecção seqüencial, a etiopatogenia do FHD/SCD está centrada na presença de anticorpos heterólogos antidengue da classe IgG, adquiridos ativa ou passivamente (através da placenta), existentes em concentrações subneutralizantes e que formam complexos imunes com os vírus; estes complexos imunes, uma vez ligados aos fagócitos mononucleares, são rapidamente internalizados, resultando em infecção celular seguida de replicação viral. Isto significa, em outras palavras, que os anticorpos em concentrações subneutralizantes impedem a reinfecção pelo mesmo sorotipo que estimulou a sua produção e, paradoxalmente, facilitam a infecção por outros sorotipos. Durante a segunda infecção pelo vírus dengue haveria intensa produção de mediadores químicos, liberados pelos fagócitos mononucleares que estavam infectados e que foram lisados pelos linfócitos T CD4+ e linfócitos T CD8+; os mediadores liberados induziriam a perda de plasma e as manifestações hemorrágicas. O papel decisivo do fenômeno de imunoamplificação da infecção através de anticorpos, durante uma infecção secundária, desencadeando uma reação em cascata, não é uma formulação consensual, até porque FHD/SCD tem sido relatado em casos de infecção primária. Durante a epidemia de FHD/SCD em Cuba, em 1981, foi formulada a hipótese integral, segundo a qual a ocorrência de uma epidemia de FHD/SCD dependeria da conjunção de fatores individuais, epidemiológicos e do próprio vírus. Entre os fatores individuais de risco estariam o sexo feminino, idade menor que 15 anos, enfermidades crônicas como diabetes e asma brônquica, antígenos HLA, pré-existência de anticorpos para dengue e a resposta individual do hospedeiro. Já os fatores epidemiológicos seriam alta densidade do vetor, população susceptível, infecção seqüencial, sobretudo quando a segunda infecção ocorre em um intervalo de até cinco anos após a primeira, seqüência dos vírus infectantes (DEN-1 seguido pelo DEN-2) e circulação dos vírus em grande intensidade. Por fim, os fatores relacionados com o próprio vírus, ou seja, a virulência da cepa infectante e o sorotipo. A ausência de lesões patológicas graves nos casos fatais e a recuperação rápida dos sobreviventes nas formas graves de dengue sugerem a presença de mediadores biológicos capazes de produzir uma doença grave com mínimas lesões estruturais. Entre os principais candidatos capazes de induzir modificações rápidas e intensas da permeabilidade vascular encontram-se, citocinas, mediadores lipídicos e produtos da ativação do complemento.

Derrame pleural na dengue.


O exame do tórax e feito atualmente através da ultra-sonografia e da radiografia.

Cada pulmão está totalmente envolvido por um saco formado pelas pleuras. A pleura visceral é o folheto que reveste a superfície externa dos pulmões, e a pleura parietal é o folheto que reveste a parte interna da caixa torácica, mediastino e diafragma. Há um pequeno espaço entre elas com uma fina camada de líquido que facilita o deslizamento durante os movimentos respiratórios. Em condições fisiológicas, há um equilíbrio dinâmico entre a produção e a reabsorção do líquido pleural. A produção se dá por filtração na pleura parietal. Noventa por cento do líquido filtrado é reabsorvido pela pleura visceral e os 10% restantes são drenados por via linfática. O líquido que resta apresenta volume mínimo, quase virtual, é claro e estéril e contém pequena quantidade de proteínas. Estas proteínas extravasam dos capilares pleurais e são responsáveis pela pressão intra-pleural. Eritrócitos e leucócitos também estão presentes no líquido pleural. Estas células e as proteínas são reabsorvidas por vasos linfáticos da pleura parietal, através de pequenos poros. A capacidade de drenagem pelo sistema linfático pode aumentar, quando necessário. Os derrames pleurais resultam de um desequilíbrio entre a produção e a reabsorção do líquido pleural. Na maioria dos casos, são explicados por um entre três mecanismos fisiopatológicos principais: elevação da pressão hidrostática intravascular, diminuição da pressão oncótica ou alteração da permeabilidade vascular. O aumento da pressão hidrostática e a diminuição da pressão oncótica são mecanismos que levam ao acúmulo de líquido pleural com baixo teor de proteínas, classificados como transudatos, enquanto a alteração da permeabilidade permite o extravasamento de líquido rico em proteínas denominados exsudatos. A albumina é a proteína que extravasa com maior facilidade, por ser a de menor peso molecular. Na dengue, uma reação imune complexa em resposta à infecção pelo vírus leva à alteração da permeabilidade vascular, que é uma das características básicas da fisiopatologia da FHD. Ocorre, então, saída de fluidos e proteínas, principalmente albumina, do leito vascular para espaços intersticiais e cavidades serosas. Na cavidade pleural, a velocidade do acúmulo de líquido maior do que a capacidade de drenagem pleural resulta no derrame pleural. Por esta alteração de permeabilidade ocorrer sistemicamente, é comum, mas não obrigatório que o derrame pleural na dengue seja acompanhado de acúmulo de líquido em outras estruturas (cavidade peritoneal, saco pericárdico e parede da vesícula). O derrame pleural começa pelo lado direito e comumente é bilateral, principalmente em pacientes com choque

 

Dengue e Ultra-sonográfia.









O diagnóstico radiológico fez um notável progresso com a ultra-sonografia. A aquisição de imagens é realizada praticamente em tempo real, permitindo o estudo do movimento de estruturas corporais. Um método indolor, seguro e não-invasivo que permite a avaliação dos órgãos abdominais e conferem informações sobre a forma, contorno, dimensões, e parênquima que permite examinar o abdome na presença de liquido na cavidade abdominal (ascite), derrame pleural que se inicia acima do diafragma superiormente ao fígado e se propaga para o lado esquerdo superiormente ao baço. A coleção liquida correspondente à imagem anecóica com ecos lineares sem septos ou débris e típica. Achados ao exame: Espessamento da parede da vesícula biliar. Ascite (Líquido livre na cavidade abdominal, sem septos ou “débris”) encontrada na cavidade abdominal e ou pélvica. Hepatomegalia e ou esplenomegalia homogênea. Líquido pericolecístico. Derrame pleural bilateral ou somente à direita. Dilatação da via biliar intra-hepática. O exame deve ocorrer habitualmente entre o terceiro e o sétimo dias e importante para predizer a gravidade do quadro, como para alertar quando ocorre à queda da curva térmica, ou seja, o desaparecimento da febre. Que e um momento de risco para o paciente que deve ter todo o cuidado necessário.  Enfim a dengue é uma doença dinâmica, de forma que os pacientes podem apresentar mudanças em curtos períodos de tempo.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Dengue.

   O PAPEL DO PEDIATRA   NA  DENGUE:

 

 

Doutor, meu filho está há 2 dias com febre alta, contínua, cefaléia, calafrios, mialgia, vômitos 

...é uma simples virose! 

...o que será que ele tem Dr.?

PODE SER DENGUE? 

1º QUESTIONAMENTO

FORMAS CLÍNICAS VARIADAS 

DENGUE 

VÍRUS 

VETOR 

RESPOSTA

IMUNOLÓGICA 

HOMEM

SUSCETÍVEL

 

DENGUE 

SÍNDROME

FEBRIL 

SÍNDROME

EXANTEMÁTICA 

SÍNDROME

HEMORRÁGICA 

  • MALÁRIA
  • IVAS
  • ROTAVIROSE
  • INFLUENZA
  • HEPATITE VIRAL
  • LEPTOSPIROSE
  • MENINGITE
  • RUBÉOLA
  • SARAMPO
  • ESCARLATINA
  • MONONUCLEOSE
  • EXANTEMA SÚBITO
  • ENTEROVIROSES
  • ALERGIAS
  • MENINGOCOCCEMIA
  • SEPTICEMIA
  • S. HENOCH-SHONLEIN
  • PTI
  • FEBRE AMARELA
  • MALÁRIA GRAVE
  • LEPTOSPIROSE

SÍNDROME DO CHOQUE

 
 

Subclínica 

Febre 

Dengue clássico 

   FHD 

Dengue é uma só doença!


 
 

HÁ REALMENTE SUSPEITA DE DENGUE 

2º QUESTIONAMENTO

 
 

QUADRO CLÍNICO 

0 - 48 horas:

   Febre (até 7 dias)

   Cefaléia

   Dor retrorbitária

   Dor em músculos e articulações

   Exantema (50%)

   Discreta dor abdominal

   Diarréia  (infrequente

DR ERIC MARTINES, 2007

 
 

EXANTEMA

(PACIENTE COM DENGUE CLÁSSICA)

 
 

AO FINAL DO 2° DIA E INÍCIO DO 3º DIA 
 

Petéquias

Epistaxis

Gengivorragia

Vômitos (com estrias de sangue)

Sangramento por punção

Hematúria

Prova do laço positiva 

DR ERIC MARTINES, 2007

 
 
 

ETAPA “CRÍTICA”

(3º - 5º dia)

Convergência de pressão arterial

Hipotensão

Choque

Hematemese

Hemorragia pulmonar 

DR ERIC MARTINES, 2007

 
 
 
 
 

ETAPA “CRÍTICA”

(3º - 5º dia, crianças)

(3º - 6º dia, adultos) 

Queda da febre

Dor abdominal

Derrame pleural

Ascite

Vômitos (frequentes)

Elevação do hematócrito 

DR ERIC MARTINES, 2007

 
 
 
 
 

CHOQUE RECORRENTE OU PROLONGADO

(> 12 - 24 HORAS)

DIFICULDADE RESPIRATÓRIA

Rx Tórax:

Edema pulmonar

     intersticial 

DR ERIC MARTINES, 2007

 
 
 
 
 

ETAPAS CLÍNICAS DO DENGUE HEMORRÁGICO  

ETAPA FEBRIL  

Manifestacões gerais Sangramentos menores   SINAIS DE ALARME 

ETAPA CRÍTICA 

CHOQUE HEMATEMESE 

ETAPA DE RECUPERACÃO 

Com ou sem

superinfecção bacteriana 

DR ERIC MARTINES, 2007

 
 
 
 
 

O PACIENTE TEM SANGRAMENTO? 

3º QUESTIONAMENTO

 
 
 
 
 

SANGRAMENTO NA DENGUE 

ESPONTÂNEO 

INDUZIDO 

PROVA DO LAÇO 

NEGATIVA 

GRUPO A 

POSITIVA 

GRUPO B 

AUSÊNCIA DE SINAIS DE ALERTA

 
 
 
 
 

PROVA DO LAÇO 

Garrotear por 3 minutos mantendo na pressão média   

Negativo:  0 a 9 petéquias

Positivo: 10 ou mais petéquias 

     2,5    5,0    cm

 
 

PROVA DO LAÇO POSITIVA

 
 

QUAL É O ESTADIAMENTO DO PACIENTE ? 

4º QUESTIONAMENTO

 
 

ESTADIAMENTO CLÍNICO  
 
GRUPO A 
 

¨ QUADRO CLÍNICO CLÁSSICO 

¨ HISTÓRIA EPIDEMIOLÓGICA COMPATÍVEL 

  • SEM SANGRAMENTOS
  • SEM SINAIS DE ALARME

 
 
 
 
 

DENGUE 
COMO CONDUZIR O 
GRUPO A? 

SEM SANGRAMENTO E SEM SINAIS DE ALARME 

- Hemograma completo: situações especiais 

- Sorologia ELISA IgG e IgM: períodos endêmicos 

períodos epidêmicos 

- Tratamento ambulatorial 

- Hidratação oral: soro oral + estimular ingesta de líquidos 

- Analgésicos, antitérmicos 

- Orientar sinais de alerta 

- Agendar retorno: reestadiamento + coleta de exames 

- PA em 2 posições

 
 
 
 
 

 
ESTADIAMENTO CLÍNICO  
GRUPO B 

 
 
 
 
 
 

        ¨ QUADRO CLÍNICO CLÁSSICO

         HISTÓRIA EPIDEMIOLÓGICA        COMPATÍVEL  
 

     ¨ PROVA DO LAÇO POSITIVO OU

         MANIFESTAÇÕES HEMORRÁGICAS       ESPONTÂNEAS 
 

    ¨ SEM SINAIS DE ALARME

 
 
 
 
 

DENGUE 
COMO CONDUZIR O 
GRUPO B? 

COM SANGRAMENTO E SEM SINAIS DE ALARME 

    Ht > 10% do basal ou > 42%:  

  - hidratação oral em observação ou parenteral:     fase rápida (50ml a 100ml/kg em 4h) 

  - reavaliação clínica e refazer Ht 

  - reestadiamento 

  - sintomáticos
 
 

O PACIENTE TEM SINAIS DE ALARME? 

4º QUESTIONAMENTO
 
 

DENGUE 
SINAIS DE ALARME
 

    ¨  LABORATÓRIO

          Elevação de hematócrito          

          Diminuição de plaquetas  
 

¨ CLÍNICO

Dor abdominal intensa e constante

Vômitos frequentes

Irritabilidade, letargia

Queda brusca da temperatura ou hipotermia 
 
 
 

 

DENGUE 
PACIENTE COM SINAIS DE ALARME 
(COM OU SEM SANGRAMENTO)
 

GRUPO C 

SEM HIPOTENSÃO ARTERIAL 

CHOQUE COMPENSADO 

DESIDRATAÇÃO 

GRUPO D 

COM HIPOTENSÃO ARTERIAL 

CHOQUE DESCOMPENSADO

 
 
 
 
 

DENGUE 
COMO CONDUZIR O 
GRUPO C? 

COM SINAIS DE ALARME 

- Hospitalização 

  • Fase rápida de hidratação: SF ou Ringer Lactato

      20ml/kg (até 3 vezes ou mais) + reavaliação 

- Fase de manutenção de hidratação 

- Solicitar: Hemograma Completo, eletrólitos, TGO, TGP,   albumina, raio x de tórax, US de abdômen, gasometria

 
 
 
 
 

DENGUE 
COMO CONDUZIR O 
GRUPO D? 

SÍNDROME DO CHOQUE DA DENGUE (SCD) 

- Uso de concentrado de hemácias: hemorragias importantes 

- Uso de concentrado de plaquetas (controverso):

  <>3 + sangramentos importantes 

- Reestadiamento periódico 

- Sorologia para dengue IgG/IgM e isolamento viral

 
 
 
 
 

DENGUE 
COMO CONDUZIR O 
GRUPO D? 

SÍNDROME DO CHOQUE DA DENGUE (SCD) 

- Hospitalização / UTI / monitorização contínua 

  • Fase de expansão do choque: SF ml/kg por 20min + reavaliações

 

- Fase de manutenção de hidratação 

- Uso de plasma ou albumina: choque refratário 

- Uso de plasma fresco: coagulopatia de consumo

 
 
 
 
 

ACHADOS CLÍNICOS - FHD 

  • HEPATOMEGALIA DOLOROSA
  • HEMORRAGIAS
  • EDEMA GENERALIZADO
  • DOR ABDOMINAL
  • SINAIS DE DESIDRATAÇÃO
  • HIPOTENSÃO
  • CHOQUE

 
 
 
 
 

EXANTEMA PETEQUIAL

(PACIENTE COM FHD)

 
 
 

PACIENTE COM FHD

 
 

ACHADOS DE IMAGEM - FHD 

  • DERRAME PLEURAL
  • ASCITE
  • ESPESSAMENTO DE PAREDE DA VESÍCULA BILIAR
  • EDEMA DE PÂNCREAS
  • HEPATOMEGALIA
  • ESPLENOMEGALIA
  • LÍQUIDO PERICOLECÍSTICO
  • VESÍCULA HIPERDISTENDIDA

 
 
 
 
 

Achados de ultra-sonografia – dengue/FHD - HUUMI  

Ascite e aumento da espessura da parede vesicular

 
 
 
 
 

QUAIS EXAMES PODEM SER SOLICITADOS NADENGUE? 

5º QUESTIONAMENTO

 
 
 
 
 

EXAMES LABORATORIAIS INESPECÍFICOS 

    • HEMOGRAMA COMPLETO

 

    • TRANSAMINASES

 

    • PROTEINOGRAMA: ALBUMINA

 

    • PESQUISA DE HEMATOZOÁRIOS

 
 
 
 
 

MÉTODO DIAGNÓSTICO  
ISOLAMENTO VIRAL
 

  • Momento da coleta: do 1o ao 5o dia
  • Técnicas:
    • Inoculação em cultura de células
    • Inoculação em cérebro de camundongo
    • Inoculação intratorácica em mosquitos
  • Importância:
    • Vigilância de sorotipos

 
 
 
 
 

DIAGNÓSTICO SOROLÓGICO 
ELISA
 

  • Momento da coleta: após o 5O dia
  • ELISA de Captura de IgM
    • Método de escolha para diagnóstico
    • Detecção de infecções agudas/recentes
    • Boa Sensibilidade (92%)
    • Positividade:
      • 77% do 7o ao 10o dia
      • 100% do 11o - 15o dia ao 60o dia
      • 87,5% entre 61o e 90o dia (Nogueira, 1992)

 
 
 
 
 

MÉTODOS LABORATORIAIS PARA DIAGNÓSTICODA DENGUE 

  • Diagnóstico Sorológico
    • ELISA (IgM & IgG)
  • Diagnóstico por detecção de vírus ou antígenos virais
    • Isolamento do vírus
    • Imuno - histoquímica
  • Diagnóstico molecular
    • RT - PCR

 
 
 
 
 

DENGUE 
COMPLICAÇÕES
 

  • Hemorragias importantes / coagulopatia de consumo

 

  • Hiperidratação

 

  • Choque hipovolêmico e/ou hemorrágico

 

  • Insuficiência cardíaca

 

  • Edema agudo de pulmão

 

  • Acidose metabólica / distúrbios eletrolíticos

 

  • Superinfecção / septicemia

 
 
 
 
 

NÃO ESQUECER: 

  • Fazer Prova do Laço

 

  • Medir PA em duas posições

 

  • Hidratar sempre

 

  • Orientar sinais de alarme

 

  • Notificar

 

Dengue

 
 
 
 
 

Ausência de febre por 24 horas sem terapia antitérmica 

Melhora visível do quadro clínico 

Ht  normal e estável por 24 horas 

Plaquetas em elevação 

Reabsorção dos derrames cavitários 

Estabilização hemodinâmica por 48 horas 

CRITÉRIOS DE ALTA

 
 
 
 
 

Considerações Finais 

  • Não suspender amamentação

 

  • Retornar o uso da aspirina após normalização das plaquetas

 

  • Manter calendário vacinal

 

  • Não utilizar refrigerante para hidratar e sim SRO, água, chás e sucos

 
 
 
 
 

MANEJO CLÍNICO 

  • TEM DENGUE?

 

  • TEM HEMORRAGIA?      

 

  • TEM SINAIS DE ALARME?

 

  • TEM CHOQUE?

 

Dengue 

4 PERGUNTAS BÁSICAS 

ESTADIAMENTO

E

CONDUTA