domingo, 8 de novembro de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
Alerta: Gripe suína.
CAMPINAS - O Hospital das Clinicas da Universidade de Campinas (Unicamp) internou duas pessoas em observação como prováveis suspeitos da gripe suína nesta noite. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, eles não se encaixam nos casos suspeitos, mas apresentam febre e dores musculares e devem permanecer em observação para uma avaliação sobre evolução do quadro clínico. A notificação foi feita esta noite para a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa). Um dos casos é de um paciente que viajou para Orlando, nos Estados Unidos, e que manteve contato com pessoas moradoras de regiões atingidas pela gripe suína no México. Outro caso é de um homem que esteve em Cancun, no México, entre os dias 21 e 25 de abril. Os pacientes passam bem, mas, por precaução, estão isolados. O HC da Unicamp dispõe de 10 leitos preparados para dar assistência a doenças contagiosas. No Estado de São Paulo são nove unidades hospitalares com deste porte com um total de 150 leitos. Os quartos para receber os pacientes têm um sistema de descompressão de ar e impedem contato com a área exterior. Já temos um esquema montado e estamos preparados. Não é um momento de pânico - afirmou, o secretario de saúde de Campinas (SP) acrescentando que este momento do ano, com a troca de estação, é comum a ocorrência de resfriado e gripe. Viracopos: A enfermeira sanitarista Brigina Kemp, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Campinas, acrescentou que os funcionários do Aeroporto Internacional de Viracopos receberam orientações atualizadas sobre a gripe suína e quais procedimentos adotar se houver alguma ocorrência. Há um plano de contingência para isolar um suspeito da doença - disse. De acordo com ela, o risco em Viracopos está nos vôos oriundos de países com casos confirmados de gripe suína. Viracopos, apesar de não costumar receber vôos internacionais, é utilizado como pista de pouso para aeronaves desviadas do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Outro ponto preocupante é o fato de Viracopos ser um terminal com grande movimentação de mercadoria importada.
RIO - Numa força-tarefa semelhante às épocas de epidemia de dengue, os governos municipal, estadual e federal criaram terça-feira o Gabinete Integrado de Emergência para a Influenza Suína, mas apenas 10 leitos puderam ser disponibilizados de imediato num dos três hospitais sentinelas selecionados para isolar pacientes suspeitos de terem sido contaminados pela gripe suína. Para que o governo consiga aumentar o número de vagas, as cirurgias eletivas (que não têm urgência) já estão sendo adiadas. O governador Sérgio Cabral disse que o Rio – maior porta de entrada do país no exterior – terá como principal problema montar uma ampla rede de proteção, uma vez que não há conexões aéreas diretas entre Rio e México. Dez leitos com isolamento respiratório já foram disponibilizados no Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (Ipec/Fiocruz) para receber pacientes com suspeita da doença. Doentes que atualmente ocupam outros 20 leitos do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastiäo (IEISS) começam a ser gradativamente transferidos para hospitais das redes municipal, estadual e federal. As três esferas de poder se comprometeram a liberar duas vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) dos hospitais das redes para que os pacientes do IEISS sejam transferidos e o instituto transforme-se em hospital sentinela. O mesmo deverá acontecer com outras 40 vagas do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Neste momento, as UTIs estão ocupadas com traumas ou pós-operatórios. Vamos ter de retardar cirurgias eletivas – explicou o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes. – Se houver necessidade, mais leitos já estão sendo preparados. Ninguém precisa ir a busca de medicamos ou usar máscaras, pois ainda não temos nenhum caso confirmado. Entre as medidas adotadas pelo Gabinete está ainda a disponibilização de duas ambulâncias exclusivas para transferência de possíveis pacientes do Aeroporto do Galeão para um dos três hospitais sentinelas. As equipes terão de usar máscaras com filtros para tratar os pacientes. Além disso, equipes das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde foram enviadas aos portos e aeroportos para reforçar a fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os profissionais de saúde também estão sendo capacitados para melhor diagnosticarem a doença por meio da realização de teleconferências com agentes de todo o estado. Os centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) do estado e do município atuarão em regime integrado de 24 horas recebendo informações dos hospitais da rede municipal, estadual, federal e particular. Diagnóstico difícil: O superintendente estadual de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, Victor Berbara, destacou a dificuldade em se diferenciar a nova doença de uma gripe comum. É um trabalho de sensibilidade acurado, por isso estamos enviando técnicos aos portos e aeroportos – comentou. – Estamos seguindo à risca as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde. O governador Sérgio Cabral mostrou-se preocupado com a fiscalização. O problema maior do Rio é de controle, pois não temos conexões diretas com México, o que nos obriga a ter uma ampla rede de proteção – comentou. – O mundo inteiro está preocupado. Nós também já estamos tomando iniciativa, que deve ser integrada aos municípios e ao governo federal.
alerta: gripe suína
Felizmente o Dr. JOSÉ GOMES TEMPORÃO, 57, é o ministro da Saúde. Médico é mestre em saúde pública pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz e doutor em medicina social pelo Instituto de Medicina Social da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). O Ministério da Saúde informa que, até as 19h30 desta terça-feira, acompanhava o estado de saúde de 20 pessoas que estiveram em países afetados pela gripe suína e já apresentaram algum sintoma da doença. Três delas estão no Hospital das Clínicas, em Minas Gerais. Outras quatro estão no Paraná. Há três pessoas monitoradas no Amazonas e outras três em Santa Catarina. Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Norte apresentam dois possíveis casos cada um. O Pará possui também um caso suspeito. A pasta ressaltou que, até o momento, não há evidências da circulação do vírus no Brasil. De acordo com o Ministério, todas as pessoas em observação estiveram em locais onde houve confirmação da doença. Nenhum paciente, segundo a pasta, preenche a definição de caso suspeito conforme os critérios estabelecidos pela OMS. Orientação – Em comunicado, o Ministério da Saúde afirmou que todas as recomendações da OMS estão de acordo com medidas já adotadas no país, "em especial aquelas referentes à não restrição às viagens internacionais e à orientação para procura de atendimento médico, no caso dos viajantes procedentes das áreas afetadas que apresentem sintomas compatíveis com a doença. Ainda não há casos confirmados no Brasil. Dr. Carlos Henrique Castro (CREMEB 7301).
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Gripe Suína:
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aumentou nesta segunda-feira o nível de alerta para a gripe suína de grau 3 para 4 ( em uma escala que vai até 6 ) o que significa que o órgão considera que o risco de uma pandemia é ainda maior agora. O diretor-geral-assistente da OMS, Keiji Fukuda, afirmou que o aumento no nível de alerta sinaliza "um passo significativo em direção de uma pandemia de gripe", mas ressaltou "que ainda não atingimos este ponto". "Em outras palavras, neste momento achamos que demos um passo nesta direção (de uma pandemia), mas uma pandemia não é considerada inevitável", afirmou Fukuda. A decisão da OMS de aumentar o nível de alerta para 4 foi tomada após uma reunião de emergência de especialistas, que foi antecipada em um dia por causa de preocupações com o aumento do surto. O nível de alerta grau 4 sinaliza que o vírus está mostrando a capacidade de ser transmitido entre humanos, com a possibilidade de causar surtos em níveis comunitários. Segundo Fukuda, o vírus se alastrou muito, o que tornou a contenção do surto uma opção inviável. De acordo com ele, os países devem se concentrar em medidas para proteger suas populações. A Dra. Priscila Gomes autora de vários textos sobre esta virose, escrevera vários textos nestes sites sobre o assunto. Ela também é membro da Sociedade Brasileira de Infectologia. Dr. Carlos Henrique Castro (CREMEB7301).
sábado, 18 de abril de 2009
Dengue.



Na maioria das vezes, as pessoas infectadas pelos vírus não apresentam quaisquer manifestações clínicas. O percentual de infecções assintomáticas (oligossintomáticas) está relacionado a fatores ambientais, individuais, do vetor e do próprio vírus. Quando sintomática, a infecção pode provocar um amplo espectro de manifestações, desde uma enfermidade febril indiferenciada até a síndrome de choque do dengue. Diferentemente do que ocorre em outras doenças que levam ao choque, na dengue, antes de haver uma queda substancial na pressão arterial sistólica (menor que 90mmhg, em adultos), poderá haver um fenômeno de pinçamento da pressão arterial, ou seja, a diferença entre a pressão arterial sistólica e a diastólica será menor ou igual a 20mmhg, caracterizando a pressão arterial convergente. É a passagem de fluído, transudato ou exudato para a cavidade abdominal entre o peritônio parietal e visceral. A ascite pode estar associada ao derrame pleural por causa do movimento do líquido do espaço peritoneal para o espaço pleural, através de defeitos diafragmáticos ou canais linfáticos.Um importante aumento da permeabilidade vascular, levando a uma perda de plasma e albumina a partir do espaço intravascular, determinando um quadro descrito como polisserosite, ou seja, uma hemoconcentração e ao acúmulo de líquido no terceiro espaço. Efusão serosa em cavidades pleural, peritoneal e pericárdica e edema das membranas serosas da parede da vesícula biliar na maioria dos pacientes. Com a resolução do choque, há reabsorção do plasma extravasado que se manifesta por queda adicional do hematócrito após a suspensão da hidratação parenteral. Essa reabsorção poderá causar hipervolemia, edema pulmonar ou insuficiência cardíaca, caso sejam administrados mais líquidos, requerendo vigilância clínica redobrada. A lise febril pode ser acompanhada de suores profusos e mudanças na pulsação e na pressão sangüínea, além de extremidades frias e pele congestionada. Estas alterações são reflexos da fuga de plasma para o espaço extravascular. As dores abdominais são freqüentemente referidas antes do início do choque que, se profundo, torna a pressão sangüínea e o pulso imperceptível. O paciente pode recuperar-se rapidamente após terapia antichoque apropriada. No entanto, o choque não-tratado adequadamente pode evoluir com acidose metabólica e graves sangramentos gastrintestinais e em outros órgãos, podendo o paciente evoluir para o óbito em
Derrame pleural na dengue.

O exame do tórax e feito atualmente através da ultra-sonografia e da radiografia.
Cada pulmão está totalmente envolvido por um saco formado pelas pleuras. A pleura visceral é o folheto que reveste a superfície externa dos pulmões, e a pleura parietal é o folheto que reveste a parte interna da caixa torácica, mediastino e diafragma. Há um pequeno espaço entre elas com uma fina camada de líquido que facilita o deslizamento durante os movimentos respiratórios. Em condições fisiológicas, há um equilíbrio dinâmico entre a produção e a reabsorção do líquido pleural. A produção se dá por filtração na pleura parietal. Noventa por cento do líquido filtrado é reabsorvido pela pleura visceral e os 10% restantes são drenados por via linfática. O líquido que resta apresenta volume mínimo, quase virtual, é claro e estéril e contém pequena quantidade de proteínas. Estas proteínas extravasam dos capilares pleurais e são responsáveis pela pressão intra-pleural. Eritrócitos e leucócitos também estão presentes no líquido pleural. Estas células e as proteínas são reabsorvidas por vasos linfáticos da pleura parietal, através de pequenos poros. A capacidade de drenagem pelo sistema linfático pode aumentar, quando necessário. Os derrames pleurais resultam de um desequilíbrio entre a produção e a reabsorção do líquido pleural. Na maioria dos casos, são explicados por um entre três mecanismos fisiopatológicos principais: elevação da pressão hidrostática intravascular, diminuição da pressão oncótica ou alteração da permeabilidade vascular. O aumento da pressão hidrostática e a diminuição da pressão oncótica são mecanismos que levam ao acúmulo de líquido pleural com baixo teor de proteínas, classificados como transudatos, enquanto a alteração da permeabilidade permite o extravasamento de líquido rico em proteínas denominados exsudatos. A albumina é a proteína que extravasa com maior facilidade, por ser a de menor peso molecular. Na dengue, uma reação imune complexa em resposta à infecção pelo vírus leva à alteração da permeabilidade vascular, que é uma das características básicas da fisiopatologia da FHD. Ocorre, então, saída de fluidos e proteínas, principalmente albumina, do leito vascular para espaços intersticiais e cavidades serosas. Na cavidade pleural, a velocidade do acúmulo de líquido maior do que a capacidade de drenagem pleural resulta no derrame pleural. Por esta alteração de permeabilidade ocorrer sistemicamente, é comum, mas não obrigatório que o derrame pleural na dengue seja acompanhado de acúmulo de líquido em outras estruturas (cavidade peritoneal, saco pericárdico e parede da vesícula). O derrame pleural começa pelo lado direito e comumente é bilateral, principalmente em pacientes com choque
Dengue e Ultra-sonográfia.
O diagnóstico radiológico fez um notável progresso com a ultra-sonografia. A aquisição de imagens é realizada praticamente em tempo real, permitindo o estudo do movimento de estruturas corporais. Um método indolor, seguro e não-invasivo que permite a avaliação dos órgãos abdominais e conferem informações sobre a forma, contorno, dimensões, e parênquima que permite examinar o abdome na presença de liquido na cavidade abdominal (ascite), derrame pleural que se inicia acima do diafragma superiormente ao fígado e se propaga para o lado esquerdo superiormente ao baço. A coleção liquida correspondente à imagem anecóica com ecos lineares sem septos ou débris e típica. Achados ao exame: Espessamento da parede da vesícula biliar. Ascite (Líquido livre na cavidade abdominal, sem septos ou “débris”) encontrada na cavidade abdominal e ou pélvica. Hepatomegalia e ou esplenomegalia homogênea. Líquido pericolecístico. Derrame pleural bilateral ou somente à direita. Dilatação da via biliar intra-hepática. O exame deve ocorrer habitualmente entre o terceiro e o sétimo dias e importante para predizer a gravidade do quadro, como para alertar quando ocorre à queda da curva térmica, ou seja, o desaparecimento da febre. Que e um momento de risco para o paciente que deve ter todo o cuidado necessário. Enfim a dengue é uma doença dinâmica, de forma que os pacientes podem apresentar mudanças em curtos períodos de tempo.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Dengue.
O PAPEL DO PEDIATRA NA DENGUE:
Doutor, meu filho está há 2 dias com febre alta, contínua, cefaléia, calafrios, mialgia, vômitos…
...é uma simples virose!
...o que será que ele tem Dr.?
PODE SER DENGUE?
1º QUESTIONAMENTO
FORMAS CLÍNICAS VARIADAS
DENGUE
VÍRUS
VETOR
RESPOSTA
IMUNOLÓGICA
HOMEM
SUSCETÍVEL
DENGUE
SÍNDROME
FEBRIL
SÍNDROME
EXANTEMÁTICA
SÍNDROME
HEMORRÁGICA
- MALÁRIA
- IVAS
- ROTAVIROSE
- INFLUENZA
- HEPATITE VIRAL
- LEPTOSPIROSE
- MENINGITE
- RUBÉOLA
- SARAMPO
- ESCARLATINA
- MONONUCLEOSE
- EXANTEMA SÚBITO
- ENTEROVIROSES
- ALERGIAS
- MENINGOCOCCEMIA
- SEPTICEMIA
- S. HENOCH-SHONLEIN
- PTI
- FEBRE AMARELA
- MALÁRIA GRAVE
- LEPTOSPIROSE
SÍNDROME DO CHOQUE
Subclínica
Febre
Dengue clássico
FHD
Dengue é uma só doença!
HÁ REALMENTE SUSPEITA DE DENGUE?
2º QUESTIONAMENTO
QUADRO CLÍNICO
0 - 48 horas:
Febre (até 7 dias)
Cefaléia
Dor retrorbitária
Dor em músculos e articulações
Exantema (50%)
Discreta dor abdominal
Diarréia (infrequente)
DR ERIC MARTINES, 2007
EXANTEMA
(PACIENTE COM DENGUE CLÁSSICA)
AO FINAL DO 2° DIA E INÍCIO DO 3º DIA
Petéquias
Epistaxis
Gengivorragia
Vômitos (com estrias de sangue)
Sangramento por punção
Hematúria
Prova do laço positiva
DR ERIC MARTINES, 2007
ETAPA “CRÍTICA”
(3º - 5º dia)
Convergência de pressão arterial
Hipotensão
Choque
Hematemese
Hemorragia pulmonar
DR ERIC MARTINES, 2007
ETAPA “CRÍTICA”
(3º - 5º dia, crianças)
(3º - 6º dia, adultos)
Queda da febre
Dor abdominal
Derrame pleural
Ascite
Vômitos (frequentes)
Elevação do hematócrito
DR ERIC MARTINES, 2007
CHOQUE RECORRENTE OU PROLONGADO
(> 12 - 24 HORAS)
DIFICULDADE RESPIRATÓRIA
Rx Tórax:
Edema pulmonar
intersticial
DR ERIC MARTINES, 2007
ETAPAS CLÍNICAS DO DENGUE HEMORRÁGICO
ETAPA FEBRIL
Manifestacões gerais Sangramentos menores SINAIS DE ALARME
ETAPA CRÍTICA
CHOQUE HEMATEMESE
ETAPA DE RECUPERACÃO
Com ou sem
superinfecção bacteriana
DR ERIC MARTINES, 2007
O PACIENTE TEM SANGRAMENTO?
3º QUESTIONAMENTO
SANGRAMENTO NA DENGUE
ESPONTÂNEO
INDUZIDO
PROVA DO LAÇO
NEGATIVA
GRUPO A
POSITIVA
GRUPO B
AUSÊNCIA DE SINAIS DE ALERTA
PROVA DO LAÇO
Garrotear por 3 minutos mantendo na pressão média
Negativo: 0 a 9 petéquias
Positivo: 10 ou mais petéquias
2,5 5,0 cm
PROVA DO LAÇO POSITIVA
QUAL É O ESTADIAMENTO DO PACIENTE ?
4º QUESTIONAMENTO
ESTADIAMENTO CLÍNICO
GRUPO A
¨ QUADRO CLÍNICO CLÁSSICO
¨ HISTÓRIA EPIDEMIOLÓGICA COMPATÍVEL
- SEM SANGRAMENTOS
- SEM SINAIS DE ALARME
DENGUE
COMO CONDUZIR O GRUPO A?
SEM SANGRAMENTO E SEM SINAIS DE ALARME
- Hemograma completo: situações especiais
- Sorologia ELISA IgG e IgM: períodos endêmicos
períodos epidêmicos
- Tratamento ambulatorial
- Hidratação oral: soro oral + estimular ingesta de líquidos
- Analgésicos, antitérmicos
- Orientar sinais de alerta
- Agendar retorno: reestadiamento + coleta de exames
- PA em 2 posições
ESTADIAMENTO CLÍNICO
GRUPO B
¨ QUADRO CLÍNICO CLÁSSICO
HISTÓRIA EPIDEMIOLÓGICA COMPATÍVEL
¨ PROVA DO LAÇO POSITIVO OU
MANIFESTAÇÕES HEMORRÁGICAS ESPONTÂNEAS
¨ SEM SINAIS DE ALARME
DENGUE
COMO CONDUZIR O GRUPO B?
COM SANGRAMENTO E SEM SINAIS DE ALARME
Ht > 10% do basal ou > 42%:
- hidratação oral em observação ou parenteral: fase rápida (50ml a 100ml/kg em 4h)
- reavaliação clínica e refazer Ht
- reestadiamento
- sintomáticos
O PACIENTE TEM SINAIS DE ALARME?
4º QUESTIONAMENTO
DENGUE
SINAIS DE ALARME
¨ LABORATÓRIO
Elevação de hematócrito
Diminuição de plaquetas
¨ CLÍNICO
Dor abdominal intensa e constante
Vômitos frequentes
Irritabilidade, letargia
Queda brusca da temperatura ou hipotermia
DENGUE
PACIENTE COM SINAIS DE ALARME
(COM OU SEM SANGRAMENTO)
GRUPO C
SEM HIPOTENSÃO ARTERIAL
CHOQUE COMPENSADO
DESIDRATAÇÃO
GRUPO D
COM HIPOTENSÃO ARTERIAL
CHOQUE DESCOMPENSADO
DENGUE
COMO CONDUZIR O GRUPO C?
COM SINAIS DE ALARME
- Hospitalização
- Fase rápida de hidratação: SF ou Ringer Lactato
20ml/kg (até 3 vezes ou mais) + reavaliação
- Fase de manutenção de hidratação
- Solicitar: Hemograma Completo, eletrólitos, TGO, TGP, albumina, raio x de tórax, US de abdômen, gasometria
DENGUE
COMO CONDUZIR O GRUPO D?
SÍNDROME DO CHOQUE DA DENGUE (SCD)
- Uso de concentrado de hemácias: hemorragias importantes
- Uso de concentrado de plaquetas (controverso):
<>3 + sangramentos importantes
- Reestadiamento periódico
- Sorologia para dengue IgG/IgM e isolamento viral
DENGUE
COMO CONDUZIR O GRUPO D?
SÍNDROME DO CHOQUE DA DENGUE (SCD)
- Hospitalização / UTI / monitorização contínua
- Fase de expansão do choque: SF ml/kg por 20min + reavaliações
- Fase de manutenção de hidratação
- Uso de plasma ou albumina: choque refratário
- Uso de plasma fresco: coagulopatia de consumo
ACHADOS CLÍNICOS - FHD
- HEPATOMEGALIA DOLOROSA
- HEMORRAGIAS
- EDEMA GENERALIZADO
- DOR ABDOMINAL
- SINAIS DE DESIDRATAÇÃO
- HIPOTENSÃO
- CHOQUE
EXANTEMA PETEQUIAL
(PACIENTE COM FHD)
PACIENTE COM FHD
ACHADOS DE IMAGEM - FHD
- DERRAME PLEURAL
- ASCITE
- ESPESSAMENTO DE PAREDE DA VESÍCULA BILIAR
- EDEMA DE PÂNCREAS
- HEPATOMEGALIA
- ESPLENOMEGALIA
- LÍQUIDO PERICOLECÍSTICO
- VESÍCULA HIPERDISTENDIDA
Achados de ultra-sonografia – dengue/FHD - HUUMI
Ascite e aumento da espessura da parede vesicular
QUAIS EXAMES PODEM SER SOLICITADOS NADENGUE?
5º QUESTIONAMENTO
EXAMES LABORATORIAIS INESPECÍFICOS
- HEMOGRAMA COMPLETO
- TRANSAMINASES
- PROTEINOGRAMA: ALBUMINA
- PESQUISA DE HEMATOZOÁRIOS
MÉTODO DIAGNÓSTICO
ISOLAMENTO VIRAL
- Momento da coleta: do 1o ao 5o dia
- Técnicas:
- Inoculação em cultura de células
- Inoculação em cérebro de camundongo
- Inoculação intratorácica em mosquitos
- Importância:
- Vigilância de sorotipos
DIAGNÓSTICO SOROLÓGICO
ELISA
- Momento da coleta: após o 5O dia
- ELISA de Captura de IgM
- Método de escolha para diagnóstico
- Detecção de infecções agudas/recentes
- Boa Sensibilidade (92%)
- Positividade:
- 77% do 7o ao 10o dia
- 100% do 11o - 15o dia ao 60o dia
- 87,5% entre 61o e 90o dia (Nogueira, 1992)
MÉTODOS LABORATORIAIS PARA DIAGNÓSTICODA DENGUE
- Diagnóstico Sorológico
- ELISA (IgM & IgG)
- Diagnóstico por detecção de vírus ou antígenos virais
- Isolamento do vírus
- Imuno - histoquímica
- Diagnóstico molecular
- RT - PCR
DENGUE
COMPLICAÇÕES
- Hemorragias importantes / coagulopatia de consumo
- Hiperidratação
- Choque hipovolêmico e/ou hemorrágico
- Insuficiência cardíaca
- Edema agudo de pulmão
- Acidose metabólica / distúrbios eletrolíticos
- Superinfecção / septicemia
NÃO ESQUECER:
- Fazer Prova do Laço
- Medir PA em duas posições
- Hidratar sempre
- Orientar sinais de alarme
- Notificar
Dengue
Ausência de febre por 24 horas sem terapia antitérmica
Melhora visível do quadro clínico
Ht normal e estável por 24 horas
Plaquetas em elevação
Reabsorção dos derrames cavitários
Estabilização hemodinâmica por 48 horas
CRITÉRIOS DE ALTA
Considerações Finais
- Não suspender amamentação
- Retornar o uso da aspirina após normalização das plaquetas
- Manter calendário vacinal
- Não utilizar refrigerante para hidratar e sim SRO, água, chás e sucos
MANEJO CLÍNICO
- TEM DENGUE?
- TEM HEMORRAGIA?
- TEM SINAIS DE ALARME?
- TEM CHOQUE?
Dengue
4 PERGUNTAS BÁSICAS
ESTADIAMENTO
E
CONDUTA
